A segunda temporada do The White Lotus, série da HBO, está fazendo o maior sucesso, com um roteiro genial que prende a atenção com suas "reviravoltas" , discussão de temas importantes e atuais e ainda o escancaremento das imperfeições do ser hurmano, tal qual como ele é, ou nada que parece ser.
Além disso, o cenário escolhido é a maravilhosa Sicília, terra natal do meu marido e que se desenvolver sob a égide da cultura de três continentes, mas principalmente com a forte influência grega com seus mitos, monumentos e o jeito de ser "o centro do mundo". Mas, claro, que a série abusa de "licenças geográficas", situando o hotel San Domenico em um parte da cidade onde esta outro famoso hotel da cidade, o Timeo - este sim ao lado do hotel grego; dando a ilusão que há um acesso ao mar. Na verdade o beach club é o hotel Capo Taormina, onde estivemos hospedados em nossa última temporada lá, em outubro deste ano. Mais um exemplo: o palazzo que as duas personagens fiquem hospedadas em Noto, é o Vila Tasca , em Palermo, há 300 quilômetros de distância.
Enfim, that´s Hollywood. Na vida real, descrevo aqui o roteiro que fizemos em uma semana que dá uma boa visão das opções que se pode encontrar na Sicilia com um leque que vai de praias maravilhosas com suas águas cristalinas, a minha querida Paranea que faz parte do circuito da ilhas Eólicas, das ruínas de templos e palácios, dos vinhedos e suas uvas particulares, da força do Etna e de suas cidades barrocas. Tem de tudo lá e mais um pouco.
No quarto episódio da série, o garoto que faz parte do grupo de gays e aproveitadores diz que tudo acontece pelas ruas de Palermo, as pessoas brigam, se amam, comem, dançam. Por isso, na visita a capital da Sícilia deixe-se levar por essa movida pelo corso principal, conhecendo restaurantes, bares, experimentando as comidas típicas, fazendo compras e absorvendo a história e a belíssima arquitetura.
A cidade está sempre em movimento no cruzamento entre a Corso Vittorio Emanuele e a via Maqueta, entre os Quattro Canti, uma praça octogonal, onde os quatro bairros se cruzam formando o chamado "octógono do sol”. Aqui encontramos as estátuas das quatro virgens sagradas de Palermo: Santa Cristina, Ninfa, Agata e Sant'Oliva que representam também as quatro estações de ano.
E como não pode faltar uma Igreja, a Catedral de Palermo que é uma daquelas de tirar o folego comeptindo com a de Monreale quais das duas são mais belas: uma em tamanho e a outra em riqueza. Nesta, ficam os túmulos de reis como Rogério II e Frederico II. Logo em adiante, vale visitar o Palácio Real, atual Assembléia Legislativa, mas que abre ao público para conhecer a Capela Palatina, um versão menor de Monreale com os mosaicos dourados com influências bizantina, islâmica e latina, sendo mais uma prova que a diversidade é que faz a beleza. Na base histórica, a Sicilia foi sendo dominada por vários povos que deixaram seus rastros e claro, suas mostras de poder.
Ainda no centro, visite a de Santa Caterina, que data de 1596 que domina duas praças, a Piazza Pretoria e a Bellini, onde se encontram a Igreja de Martorana e a de San Cataldo, famosa pela maravilhosa decoração da nave única.
Nesta dica imperdível, é a confeitaria "I segreti del chiostro", traduzindo "Os segredos do claustro" que fica dentro do mosteiro de Santa Caterina d'Alessandria, transformado em museu desde 2017. Os doces são feitos seguindo as antigas receitas transmitidas pelas freiras dos 21 mosteiros de clausura de Palermo. O canolo, nucatoli, biscoitos crespos, chinelos, fastucata são doces de comer ajoelhados agradecendo essas mãos divinas que os preparam há anos.
Para quem quer curtir uma praia como na série, a indicação é o bairro de Mondello com seus beach clubs e restaurantes da orla. Mas, atenção as pegadinhas turísiticas: o recém aberto La Sirenetta, é uma daqueles por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Para salvar o almoço, as frutini - castanhas, nozes e amendoas como recheio de pequenos sorvetes são excelente pedidas de sobremesa.
Agora a exepriência raiz é ir um pouco mais adiante: Sferacavallo. Um verdadeiro porto de pescadores, com comida barata, fresca e feita pelas mammas com o que os maridos trazem do mar. Experimente o Randazzo. São duas unidades: uma do pai e outra do filho e ambas sensacionais...só esqueça o glamour de The White Lotus por aqui :)
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O melhor canolo do mundo |
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Quatro estações |
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