A melhor cidade para pernoitar depois da visita a Antinori é Firenze, claro! Tivemos a sorte de ter comon anfintriões o casal Nicola e Sônia, que é professora de história da arte da idade média. Ela nos ofereceu uma magna aula pelos corredores da Galeria Uffizi que nos valeu anos de conhecimento e foi essencial para a visita que fizemos ao Museu Vaticano em Roma dias depois.
Nem todo mundo tem esse sorte de uma guia assim especializada, particular e de graça. Fica aqui a dica de que se puder reservar um profissional para acompanhar a rota, com certeza, vale muito a pena. Já visitamos algumas vezes este e outros pontos turísiticos da Itália, mas, desta vez, a maioria deles foi com dose extra de explicações e conhecimentos. E se ainda pega um bem humorado, o roteiro que geralmente leva no mínimo 3 horas fica leve e instrutivo. A Galeria está sendo reformada e sua entrada já bem mais receptiva do que as antigas filas externas sobre os seus arcos. Comprando o ingresso on-line, se pode agendar dia e horário da visita, o que facilita muito.
Eike Dieter Schmidt é um historiador de arte alemão que assumiu o museu em 2015. Entre as mudanças que está promovendo é deixar as salas todas brancas, em um estilo "mais moderno" com o intuito de valorizar as obras de arte. Algumas alas ainda estão pintadas em tons escuros de verde, bordô, amarelo que me agradavam mais pela originalidade e até facilidade de encontrar aquele quadro específico. Enfim, polêmica a parte, estão lá os magnifícios Botticelli, Leonardo, Raffaello, Michelangelo, Caravaggio, Giotto e sua turma que merecem uma olhar atento de admiração.
Firenze é uma cidade rica de arte e também conhecida por um prato muito típico: a bistecca alla fiorentina. São muitos restaurantes que servem este corte formado pelo osso em forma de T separando o contra-filet do filet mignon.
A preparação é bem simples temperada somente com sal, pimenta-do-reino moída na hora e um excelente azeite de oliva extravirgem, para sentir bem o sabor da carne marmorizada com pouca gordura. Desta vez, fomos ao Perseus que não fica no centro da cidade apesar de ser tudo muito perto por lá. O restaurante tem uma vitrine de produtos frescos como tomates e cogumelos, além da exposição das carnes.
Na volta para Milão, paramos em Bologna para experimentar o autêntico tortellini in brodo de um dos restaurantes mais antigos da cidade, Da Cesarina. Fica bem no centro entre as duas torres e praticamente em frente a Basílica de Santo Stefano. Uma informação importante: aquele pedaço é fechado para carros sem autorização. Por isso, procure um estacionamento próximo que libere o acesso ou deixe fora do perímetro e faça uma boa caminhada aproveitando para ver a bela arquitetura do lugar.
Entre os destaques do cardápio, estão o Tris alla Cesarina com lasagne, gramigna e balanzoni que serve para duas pessoas , flan de zucca e tale ggio e carciofi alla romana. A Cesarina que dá nome ao restaurante é uma daquelas mamma iatalianas que começou a cozinhar para sustentar a família nos anos 40 pós guerra que passava de mesa em mesa defendendo a autoria de seu famoso tortellini com panna. Sua filha casou e ambas se mudaram para a Roma onde abriram uma "filial". Hoje, o estabelicmento em Bologna não pertence mais a família, mas a tradiçao continua sendo respeitada. Vale a parada!
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