Estivemos no feriado da Páscoa em Pernambuco, mais precisamente em Porto de Galinhas. Por esta experiência, posso destacar 3 pontos:
É uma daquelas megaestruturas que abrigam dois hotéis e podem atender até 4 mil pessoas simultaneamente. Considerando que era um feriado de Páscoa, digamos que havia ali 70% da sua capacidade tomada por famílias e crianças, muitas crianças. A área de lazer e enorme. Os restaurantes também. Então, fila não será um problema. Mas como tudo que é grande e produzido em escala industrial, acaba não tendo uma qualidade tão superior assim. MIsture neste cenário, uma excursão de 18 pessoas. Já daria confusão pela quantidade, imagine sendo todos italianos. O festival de reclamação era proporcional aos festivais de comida árabe, mexicana, e pecado mortal, italiana, que a cozinha preparava toda a noite. O pessoal do hotel se desdobrou para atender da melhor forma possível, mas não tinha possível que agradasse a todos. Então, fica a dica: se você vai encarar um hotel all inclusive reduza o número de acompanhantes ao seu núcleo familiar e no máximo um casal de amigos. Mais que isso fica difícil de gerenciar o que fazer, comer, horários, etc.
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Visão geral do complexo aquático e hospedagem |
Para escapar da mesmice do cardápio do hotel, resolvemos arriscar um restaurante e fomos ao Beijupirá. Decoração praiana de bom gosto, atendimento simpático e comida saborosa no padrão da rede. Passamos pelas entradas de camarão empanado, casquinha de siri que lembrava mais um caldinho, queijo coalho flambado na mesa, agulha frita com vinagrete, polvo grelhado e partimos para os pratos principais que foram de lagosta à peixe grelhado. Ou seja, tivemos uma mostra praticamente de todo o cardápio. Não é que os italianos saíram assim 100% satisfeitos, mas claro que tinha manteiga demais, alho demais, coentro demais...ai! que falta faz um espaguete com molho de tomates. E o pecado mortal: não tinha pão. Só torradas feitas com pão de forma. A conta, por sua vez, foi bem razoável sendo uma média de 200 reais por pessoa incluindo vinho. Aliás, a caipisake de caju estava divina.
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Entrada do restaurante |
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Decoração charmosa |
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3. Passeio: Praia dos Carneiros
Resolvemos ir a Praia dos Carneiros, com o mesmo propósito de sair de Porto de Galinhas, que mal conhecemos, diga-se de passagem. Abrindo um parênteses: andamos cerca de 500 metros no calçadão até o restaurante. Esta rua principal é cheia de lojinhas bem turísticas. A do restaurante parece melhor conservada, mesmo com terrenos desocupados ao seu redor. Fazendo uma comparação rápida com a Bahia: Porto de Galinhas é Porto Seguro. Carneios é a Praia do Espelho.Voltando a Carneiros, continuamos no esquema excursão e acabamos indo ao "Beach Club"
Bora Bora. Talvez por ser um domingo de Páscoa e ainda com o tempo nublado, não era cheio. Mas tem uma estrutura adequada para receber os turistas que fazem um bate e volta com banheiros, restaurante, redes. Tudo muito limpo e um exército para atender os clientes. Dali, fomos pelo mar em uma piscina natural cheia de peixinhos. Em seguida, alugamos um catamarã para fazer os passeios pelos rios Formoso e Arikindá. A chuva não ajudou muito e não podemos desfrutar da beleza dos manguezais e tampouco do famoso banho de argila da região. Conseguimos, no máximo, um banho rápido nas águas quentes em uma ponta de areia que separa o rio do oceano Atlântico. Mesmo sendo super turístico, os guias e marinheiros do barco não perderam o humor e o profissionalismo. Até banda de forró tinha para tentar animar os italianos, mas como não sabiam tocar a tarantella, não fizeram muito sucesso. Comemos no próprio Bora Bora apesar de várias outras ótimas opções de restaurantes que tem na praia incluindo um outro Beijupirá. Digo que o peixe grelhado servido com pirão de peixe, arroz e farofa era bem razoável e o preço tbem. Usamos o serviço da operadora
Rota do Sol. O esquema para turistas está muito bem montado nesta região de Pernambuco. Vale a pena a visita!
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Igreja de São Benedito |
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Dia Chuvoso em Carneiros |
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