Polignano a mare é uma daqueles milhares cidadezinhas perdidas na Itália no seu tempo e na sua história. Sempre cercada por muros altos, em suas pequenas vielas encontram-se seja arquitetura medieval encantadora, com um toque pessoal de seus habitantes com flores nas janelas e roupas penduradas em varais externos. A sensação é sempre de estar em um cenário de filme. Além desta, digamos, beleza usual, a cidade esconde entre suas rochas um restaurante único: Grotta Palazzese. De um lado, a vista é do Mar Adriatico, do outro lado, a gruta com sua água cristalina. A música ambiente é o barulho do mar. Local perfeito para um noite romântica ( eu estive lá no Dia dos Namaorados). Para preservar ainda mais a intimidade dos clientes e manter o padrão do ótimo serviço, o bar e de uso exclusivo de quem está ai para jantar. Evidentemente reservas são mais que necessárias e o local abre de maio a outubro. Optamos pelo menu degustação de sete pratos (110 euros) que diria acaba sendo muita comida e também a qualidade dos pratos e irregular. Vai desde um delicioso astice - espécie de lagosta a um simplezinho filé de peixe com alcaparras passando por dois tipos de massa e um atum com burrata espetacular. A sobremesa era um tiramisu como morangos digno de nota. Para acompanhar, há uma degustação de vinho a 35 euros por 5 taças. Quando estávamos saindo, os garçons vieram nos perguntar o que achamos e colocamos em terceiro lugar depois do La Madia, de Pino Cuttaia, em Licata e o Il Riccio, em Capri. Eles não se conformaram e foram atrás das informações na internet para saber o porquê da nossa preferência. Bem, na verdade, em termos cenográficos não estive em nenhum lugar mais bonito que este, mas o que os olhos veem, não é exatamente o que a boca sente:)
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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