Há 15 dias, recebi o diagnóstico que meu pai tem leucemia. Desde então parece que fui abduzida da minha vida e imersa em um mundo de hospital, espera, incertezas, exames, esperança e ansiedade. Gostaria de ter escrito aqui um diário sobre como é este processo de descoberta até o inicio do tratamento, já que tivemos de recorrer ao serviço público, pois meu pai havia trocado de plano e está em período de carência. Mas era impossivel conciliar as decisões práticas com a expressão dos sentimentos ou ao simples relato dos fatos. Ficamos 9 dias dentro do ambulatório do Hospital das Clínicas sendo super bem tratados pelos médicos residentes ( Dr. William, Dra. Maria Luiza, Dra Tatiana, Dra Gabriela e Dr. André, clínicos gerais e hematologistas) com toda aquela falta de estrutura física. Mesmo com o quadro que parecia grave, ele recebe todos os cuidados paliativos para conter a doença enquanto aguardavamos uma transferência para o ICESP. Tentamos de todas as formas. Com pedidos a amigos, deputados, conhecidos e até televisão. Não sei ao certo o qua adiantou. Mas conseguimos. Hoje ele está no quarto dia de quimioterapia sendo tratado no que chamo de Einstein do serviço público. Revezamos em turnos de 12 horas no hospital. Mas, fora dele não tenho vontade de fazer nada. Tenho trabalhado em horários bem estranhos e usando janelas de conexão de internet que é ruim tanto no hospital quanto na casa da minha mãe. Meu estado de ânimo varia da certeza da cura total a incerteza que ele vai passar bem essa noite. Estamos literalmente vivendo a cada dia. Lá, só espero que ele tenha percebido meu amor e dedicação mesmo sem muitas palavras. Fico pensando em entrevistá-lo. Mas a maior parte do tempo ele dorme e é entra e sai de enfermeiros, técnicos e médicos. Hoje, começou a parte da quimio que pode causar a queda de cabelo. Fico imaginando ele careca. A única coisa que sei é que mesmo diferente fisicamente, ele continuará sendo o melhor e mais bonito pai que eu posso ter. Por isso, eu agradeço a cada dia por ter essa experiência de presenciar seu renascimento e cura.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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