O livro de Tom Rachman tem causado grandes discussões ao detalhar, por meio de contos, o microcosmo de uma redação de um jornal escrito em inglês com sede em Roma. Na redação, desfilam tipos que nós conhecemos e identificamos com alguém que cruzou a nossa vida profissional. Além desta parte humana, digamos assim, o livro também retrata a passagem do velho papel jornal para as midias digitais e daí a ideia de se promover um debate que reuniu, ontem, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, os jornalistas Pedro Doria (O Globo),Cláudia Antunes (Folha de S.Paulo) com a mediação de Luciana Villas-Boas (Editora Record). Salvo o cárater romântico que damos a profissão e sua paixão em exercê-la, a questão final sobre o futuro do jornal é matemática: quem vai pagar a conta de manter uma redação de 500 pessoas trabalhando a custos altíssimo atrás da boa e velha notícia. Pedro Doria, com seu arsenal de conhecimento, passou alguns números e a situação de jornais no exterior e daqui. O que eu vejo, desde 1994, quando fiz a primeira versão do Estadão para a internet e essa discussão começou é que, sim, haverá uma mudança no modelo de negócio que ainda é um híbrido de todas as fontes de rendas: impresso e digital. Mas que de algum modo, uma será mais prepoderante que a outra sem perder a essência jornalística de contar histórias. Como o leitor vai lê-las e acessá-las será uma escolha pessoal e por isso, mais democrática cabendo aos veículos espalhar a informação dando o tratamento adequada para cada mídia proposta. O importante é que os donos de jornais não estão tendo o mesmo comportamento passivo dos mayors da indústria fonográfica. O LP acabou, o CD acabou, mas a música não. Então, não vejo a profissão de jornalista ameaçada por essas mudanças tecnológicas, mas o negócio tem de se adaptar para sobreviver. Com o que acompanho das 4 grandes players: Folha, Estadão, Globo e Abril, existe uma preocupação e uma preparação para essa transição. Da minha parte, sinto imensas saudades de neste momento estar fora deste processo que é ao mesmo tempo aterrorizante e desafiador. Sobre o livro, vale a pena a leitura. Tenho certeza que os coleguinhas do Estadão irão se deliciar com o capítulo "Mentiroso mais velho do mundo morre as 126 anos" :)
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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