É engraçado acordar sem sol aqui no Rio. Parece que a cidade está incompleta. O dia nublado e, às vezes chuvoso, não combina com cartão-postal da minha janela. O Cristo fica pedindo que pequenos raios de sol aparecem e o deixe aparecer....parece que ele fica tímido demais escondido embaixo de nuvens. Seus braços mesmo sempre abertos se tornam inalcansáveis ao nosso olhar e a sua benção. O carioca fica mais triste. O calçadão mais vazio. Os garis ainda insistem na tarefa inócua de varrer a areia para a praia. Todos os dias, os vejo nesta missão e me lembra a expressão "enxugar gelo". De qualquer forma, a rua fica limpa e nós corredores a pé ou de bicicleta somos salvos do risco de escorregamos e cairmos no chão. É bom esse clima de autoestima que invade todo mundo por aqui. A cidade está mais amada e consequentemente mais cuidada. Por isso, sempre é bom ter o sol espreitando na janela para aproveitar o dia lindo que nasce na Baia de Guanabara.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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