Verão é assim em qualquer lugar do mundo. Corpos expostos, sensualidade a flor da pele, disponibilidade para amar ou pelo menos dar uns pegas e sempre tem aquele pôr do sol maravilhoso para servir de cenário. Desde a saída de Nápoles até Salerno, percorrendo pela orla a estrada da Costiera Amalfitana, encontramos carros suspeitos com vidros tapados e cobertos de papelão e até de lençois. Na verdade, não tinha nada de suspeito. Era evidente que dentro daqueles carros, tinha o maior rala e rola. O engraçado era a quantidade. Troppo, troppo, troppo. Como na Itália não tem motel, o jeito era improvisar. E as filas de carros no acostamento acabavam aumentando o congestionamento que já é grande por ali. Pena que ao se esconder tanto, os casais acabam deixando de apreciar as belas paisagens proporcionadas pelos belvederes espalhados pelo caminho.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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