Diz a lenda que o lugar leva esse nome pois foi fundada por Hércules após o término de um de seus trabalhos. Pode ser uma brincadeira, mas a cidade que renasceu após ser destruída pela erupção do Vesúvio em 79 D.C. é digna de um trabalho dele. Só que diferente de Pompéia que foi incendiada, ela foi soterrada por cinza e lama que se solidificou. Essa mistura foi fatal para todos os moradores, mas ajudou a preservar bem os escombros. Só no início do século XVII, ao cavar um poço mais fundo, homens do séquito do príncipe d’Elboeuf descobriram a vila soterrada. Hoje, é possível visitar o parque arqueológico onde se pode observar as casas com suas paredes, telhados, utensilios praticamente intactas. As vias também estão conservadas e ao indagar para um taxista se era original, ele reclamou:" Hoje se faz uma rua e, em poucos meses, o asfalto cede. Essa aí tem séculos e está ótima."
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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