Ontem acompanhei a procissão do Santa Maria de Porto Salvo em Gallico Marina (bairro de Reggio di Calabria). É uma daquelas tradicionais festas onde a Santa percorre as ruas do povoado e depois segue pelo barco em dois outros bairros. Como a tradição fala mais alto, meu namorado insiste em fazer o trajeto todo remando. É um bonito ato de fé, de coragem e força. Pois, ele levou cinco de nós, bravamente, por 2 mais de duas horas e a maior parte do tempo, ao lado do barco da Santa. Apesar de preocupada com o esforço e de ter dó das mãos cheias de bolhas, fiquei orgulhosa da forma que ele respeita suas raízes, sua terra, sua gente. Quando um homem sabe de onde veio, com certeza é fácil saber onde vai. Nosso primo milanês já havia brincado que eu devia aprender o grito de guerra: Viva Maria ! Ore e Sempre! que seria útil neste programa. Mas foi mais que útil. Foi emocionante também. E depois, claro, houve uma jantar espetacular com toda aquela comida de praxe. Uma verdadeira Páscoa antecipada!
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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