Essa capacidade do ser humano em se adaptar com novas situações sem pirar é uma das características mais marcantes que faz a gente se diferenciar dos bichos. Mais do que a fala, o sentimento, a consciência da morte, essa energia e força que tiramos sei lá de onde para seguir em frente, superar problemas, enfrentar obstáculos nos faz ser gente. Há alguns anos tenho vivido uma rotina de não ter rotina. Acabei achando que este era o normal, mas a escala está aumentando em escala geométrica. Mudamos de cidade, mas já devemos mudar de casa. Mudamos de emprego e já temos de procurar outro. Mudamos de estilo de roupa e temos de abrir as malas e procurar aquele vestido de noite. Fico pensando até quando poderemos resistir. Tem hora que acho que não vou conseguir, no momento seguinte estou pronta para outra. Na falta de rotina, começo, aos poucos, retomar as atividades. Amanhã volto a correr e olha só o presente: na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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