A Itália sempre inspira filmes, romances, viagens. Para Marlena de Blasi, o país representou um novo amor, três livros de sucesso e uma vida mais do que nunca ligada a culinária. Era desta paixão que vivia como crítica gastrônomica e dona de restaurante nos Estados Unidos antes de conhecer Fernando: um veneziano que lhe virou a cabeça e mudou completamente o rumo de sua história. Ela partiu de mala e cuia para morar em um apartamentinho em Veneza. Desta primeira parada, nasceu o livro "1000 Dias em Veneza" onde narra como tudo começou e o que fez para se adaptar a uma nova língua e cidade. Acabou conquistando tantos amigos que fez até um jantar em uma restaurante para uma lista de convidados que ia do feirante ao funcionário do banco. Cansado da vida levava, Fernando decide abandonar o trabalho e mudar para San Casciano dei Bagni, um vilarejo com 200 habitantes na Toscana. Lá vão eles em uma casa que era um celeiro e descobrem uma vida simples, o prazer de colher e cozinhar, novos tipos de vinho, pratos únicos e uma amizade profunda entre os seus moradores. Essa aventura está relatada em "1000 Dias na Toscana". Mas o seu melhor livro, ou melhor, o meu preferido é "Um Certo Verão na Sícilia" que li exatamente quando fiz minha primeira viagem por lá. Deixando de lado a autobiografia, ela relata uma grande história de amor de Tosca e um príncipe que a educou, lhe ensinou a amar e ajudou a construir a Villa Donnafugata, uma espécie de Sangri-lá formado por viúvas, mães solteiras e homens sem lar. Uma fábula nas misteriosas terras sicilianas que a gente lê com um fôlego só.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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