O trânsito nas cidades italianas sempre foi caótico e a imagem que a gente vê em filmes é retrato fiel do que acontece nas ruas. Não é por falta de educação, multas ou fiscalização. Diria que é parte do cárater deles xingar, estacionar em qualquer lugar, não obedecer faixas e sinais. Meu namorado não foge ao estilo e é um stress ser passageira dele. Na autoestrada, então, nem se fala. A regra é simples. Pista com duas faixas: velocidade máxima permitida 110 km por hora. De três faixas ou mais: 130 km. Vai dizer que isso é pra lá de bom quando se está no volante de uma Ferrari, um Porsche, uma BMW ou qualquer outro carro que com uma aceleradinha chega aos 200 km por hora ? Para conter um pouco essa fúria, a Polícia Rodoviária de lá instalou um sistema conhecido como Tutor. Funciona assim: você passa por um radar e o carro é fotografado. Quilomêtros à frente, um novo radar registra de novo a sua passagem e calcula o tempo entre um ponto ao outro. Se está acima da velocidade média, você é multado. Não é como aqui, que brecamos quando cruzamos o radar e voltamos acelarar no minuto seguinte. O sistema de lá mede a velocidade constante. É mais inteligente e cruel. Fizemos uma perigrinação em três cidades para que ele pudesse recorrer de 6, eu disse SEIS multas recebidas em um único dia na mesma estrada. Alegando que não se pode punir pelo mesmo delito várias vezes, falta de sinalização do sistema e outras coisitas mais, ele recorreu. Resultado: um multa já foi cancelada. Outra, terá de pagar. A terceira, a resposta será em março e as outras ainda aguardam julgamento. Nesta forma, o jeitinho brasileiro não teria nenhuma chance....
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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