Hoje é dia de comer uma das maravilhas da culinária italiana: tartufo. Mas, antes tenho de prestar uma reverência uma doce maravilhoso de origem também daqui: o Marrom-Glacê. Eu sempre fui apaixonda por esse doce, principalmente o do Gilli, em Firenze. E desta vez, conheci a dona que contou com a história desta iguaria é antiga. A origem é do Império Romano onde as castanhas eram cozidas e mergulhadas em mel. De tão saborosos, ganharam um lugar na poesia. Foi o doce saboreado pela bela Amarílis, personagem de Bucólicas, obra do poeta latino Virgílio, entre os séculos 42 e 39 a. C. Mas a receita atual teria surgido em Turim, no fim do século 16, na corte dos Savoia, antiga e poderosa família feudal da qual fazia parte Vittorio Emanuele II, o rei que unificou a Itália em 1861. Por que motivo, então, foi batizada de marrom glacê pois os Savoia acham o francês mais chic. Em italiano, deveria chamar-se de marrone candito. Poucas castanhas terão a honra de se tornar glacês. Só as maiores, perfeitas e macias tem esse direito. Descascadas e envolvidas em véu de tule, são cozidas na água quente. Depois, elimina-se as quebradas. O passo seguinte consiste em colocar as castanhas numa grelha, onde recebem um banho de xarope de açúcar. Depois de alguns instantes no forno, o preparo termina. Os marrons glacês são embalados um a um em papel celofone e os melhores e mais perfeitos podem ser encontrados com a marca Café Gilli. Eles enfeitam a vitrine e conquistam os paladares dos turistas do mundo todo há séculos.
Na vitrine | A combinação perfeita: cappucino e marron-glacê |
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