Os homens podem ser de Marte, com certeza, os italianos são de lua. Isso se a aplica a uma característica levada ao extremo por aqui: a teimosia. E nessas horas, adeus a racionalidade, o argumento, a estratégia. Nada entra na cabeça dura de um homem da Itália. Se a mistura for ainda sicialiano, calabrês e milanês, sai de baixo. Olhem só que engraçado. Fomos a um restaurante perto da Fontana di Trevi. Ao chegar lá, meu namorado perguntou a um policial onde seria a Trattoria Al Moro e o cara ensinou errado. Andamos um pouco e voltamos a fonte. E aí, ele perguntou de novo para o mesmo policial que antes havia dado a informação incorreta. Desta vez, ele deu uma outra direção e terminou dizendo: poder ir a direita ou a esquerda. Só pude concluir: ele acredita mesmo que todos os caminhos levam à Roma. Depois do jantar, fizemos uma passeio: Pantheon, Piazza Navona, Campo di Fiori - um praça lotada de bêbados e música alta que não combina em nada com Roma. Daí começou a chover. Tínhamos que voltar até 1h30 para pegar o carro no estacionamento e não passava nenhum táxi vazio. A atitude dele foi ligar para um táxi e sem sucesso, começamos a andar. Minha irritação só aumentava, Ele não me dizia o que iria fazer e eu pedia para que ele ligasse ao hotel e pedisse no concierge que viéssem nos buscar. E nada. O cara não falava. Só me puxava. Vinte minutos neste stress e finalmente um táxi parou e conseguimos pegar o carro no estacionamento. Tivemos um final feliz. Mas foi, realmente, uma prova de como reagimos diferente e como vamos conhecendo o outro. Ele, irritado porque tinha um plano na cabeça e eu, brava, que ele não me contou. Esses ajustes ao temperamento do outro só podem ser feitos com a convivência e é por isso que estou aqui.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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