A língua italiana é uma das lindas e sonoras que conheço. Como sempre fez parte da minha vida, me remete a infância, a momentos inesquecíveis no colo do meu avô, ao sotaque do bairro em que fui criada (salve, Penha!) Eu já havia estudado um pouco lá trás e voltei agora porque tenho que me comunicar com a turma da Itália, principalmente os sogros que moram em Regio Calabria. Devo dizer que mesmo que me esforce, vou falar o italiano de Dante, a língua inventada na Academia sem os sotaques engraçadissimo do povo lá do Sul. Pois bem, a pergunta é será que vou conseguir chegar lá? Tenho feito porcamente aulas duas vezes por semana. E faço uma confusão danada com o espanhol e muitas vezes com o inglês. Ontem eu abusei: li a palavra merci como se fosse "obrigada" em francês, o que na verdade quer dizer "bens" em italiano. Na sinapse, em que o Tico tem de falar com o Teco, essa Torre de Babel em minha cabeça, acaba me apavorando porque, para mim, é essencial entender e me fazer entender. Voltando ao meu avô, em seus últimos anos de vida, ele teve Alzheimer e simplesmente esqueceu o português. Cantava, falava e reclamava tudo em Vêneto. A gente achava graça. Mas agora estou louca para fazer a minha tecla SAP funcionar e eu sair falando: Amore Mio!!!! Bem melhor que o Tony Ramos, em Passione. Basta!
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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