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Frequencia sexual

Ontem, o programa Happy Hour, no GNT que sempre traz discussões saborosas, elevou a temperatura com o tema: Frequencia Sexual. Isso em cima daquela máxima que com o tempo, principalmente entre os casados, o sexo esfria e acaba aquela paixão inicial de todo dia/toda hora. Eu sempre fui contra isso...mas as minhas amigas casadas garantem que é verdadeira. Então, consideremos que seja a voz da experiência. Uma das sugestões dadas era marcar dia e hora para o rala e rola. Aí apareceu uma entrevista que tem um namorado que - olha a coincidência - mora na Itália e que se vêem a cada 4 meses. Já ajoelhei e agradeci a Deus pois vivendo a mesma situação, o máximo que ficamos separados foram longos 50 dias e juramos que nunca mais. Essa questão sexual acaba pesando muito no namoro à distância, sim. Eu brinco que quando estamos juntos, aproveitamos bem e eu faço uma reserva para os dias de secura. Se é que dá para fazer isso...pelo menos é uma forma de compensação. Cybersexo não faz parte do nosso dia a dia. Deste o começo, achei perigoso ir por essa seara. Então, brincamos, lamentamos a ausência um do outro e na hora que a coisa começa a apertar, simplesmente desligamos o Skype e ficamos só com as lembranças. No meu caso, afirmo 100% que vale mesmo a qualidade. Como nos vemos pouco, essa química entra em combustão a cada encontro. Aliás, posso dizer que isso foi fator determinante para a continuidade do relacionamento que começou com uma farra de ano novo. O sexo tem um peso importante na decisão de ficarmos juntos e por enquanto, ainda no clima de paixão de começo de namoro, não tenho nada a reclamar mesmo... A fama dos italianos faz sentido...

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