Da minha metade italiana, metade dela é de Veneza. A outra metade, meu pai agora teima em dizer que é da Calabria. Tenho portanto uma ligação imensa com essa cidade mágica. Foi assim, com pura magia que Veneza me recebeu para o carnaval de 2010. Desde a nossa chegada, com as portas abertas do estacionamento central do lado do Vaporetto até a suíte senacional que ficamos hospedamos no Hotel Sina. Não sei se foi obra do acaso ou os dedos dos Deuses. Sei apenas que tudo fluia com delicadeza e beleza assim como os canais que cortam a cidade. Tomamos um aperitivo no Harry's, andamos de mãos dadas na praça São Marco, rimos brincando com as máscaras, tentamos alugar uma fantasia, mas acabei usando o famoso pretinho básico no festa do Teatro Fenice. Foi uma emoção única dançar naquele prédio histórico, ainda mais porque da última vez que estive em lá ainda estava fechado por causa do incêndio. E claro, teve o passeio do gondôla com uma boa e romântica canção italiana como trilha sonora.
Visitar cemitérios faz parte de alguns roteiros turísticos como o Pere Lachaise em Paris que tem túmulos de pessoas famosas como Honoré de Balzac, Maria Callas, Frédéric Chopin, Eugène Delacroix, Molière, Yves Montand, Jim Morrison e Edith Piaf. Agora imagina um com mais de 5.000 tumbas datadas dos Séculos XIII ao VII a.C? Claro que não sabemos quem foi enterrado por lá, mas é uma passeio pelo pré-história visitar a Necrópole Rochosa de Pantalica. O nome deriva do grego πάνταλίθος = lugar das pedras ou do árabe buntarigah = lugar das cavernas, mostrando mais uma vez as influências na Sicília. Pantalica está localizada em um platô envolto por cânions formado pelos rios Anapo e Calcinara. Chegando lá dá para escolher duas trilhas distintas: uma mais longa e outra um pouco mais acessível. Pela Vale Anapo, a trilha tem cerca de 10km na antiga rota entre Siracusa e Vizzini. A outra é ser feita pela Sella di Filiporto, começando da região de Ferla ou, pelo outro lado, em So...
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